terça-feira, 26 de agosto de 2008

15º ENCONTRO -

TEXTO REFLEXIVO SOBRE O FILME DESMUNDO

O filme acima mencionado entrelaça a história de vida de uma orfã vinda de um convento em Portugal para se casar com um homem rude da época do Brasil colônia, com a própria história do Brasil em 1500.
Em seu enredo o filme mostra-nos diversos tipos de preconceitos que eram bastante explícitos naquela época, tais como: o preconceito quanto às pessoas negras, contra os indígenas, mulheres e pessoas com necessidades especiais.
Mostra-nos o quanto o poder do homem branco atingia estas pessoas de forma cruel e até mesmo desumana.
O filme faz ainda referência à dados da nossa história, tais como: a caçada ao ouro no interior do Brasil ( os Bandeiras), bem como a escola destinada a disseminar a religião católica com os padres jesuítas.
Os personagens se utilizam ao longo do filme de uma linguagem própria da época que possui muitas diferenças com a língua coloquial dos dias atuais, inclusive há cenas que se não houvesse legendas seria impossível compreendê-las.
São expressões e palavras tais como:
aquo= aqui
deu gracias= graças a Deus
ancianas= velhas
frimosas= formosas
casar= casamento
frores=flores
emos= temos
mo= meu
vinde= venham
derriba= desça
pouquitinho= pouquinho
fermesuras= formosuras
gracias= obrigada
novio= noivo
Quem sois vós?= Quem é você?
poico= pouco
Me gosta desta! = Gosto dessa
amonte= monte ( no cavalo)
voluntades= desejos
Dentre inúmeras outras.
A partir destas expressões e falas é possível colocar na prática conceitos que adquirimos ao longo dos estudos reflexivos nos encontros do curso sobre traços que marcam o nosso falar e perceber que a fala varia de acordo com a época.
Por isso é importante que ao se trabalhar a língua em sala de aula o professor dê a oportunidade a seus alunos para conhecer um pouco da história de seu país, discorrendo sobre suas mudanças ao longo dos tempos, pois é possível que o aluno passe a perceber que nossa língua não é algo estático, mas sim algo que está em constante inovação no dia-a-dia.
Isso poderá com certeza influenciar na construção dos leitores e escritores que estes se tornarão, pois poderão perceber-se como agentes transformadores e reprodutores de uma língua. Assim poderão notar que nem tudo é totalmente certo ou totalemente errado em nossos falares, ou seja, tudo pode sofrer influencia: seja do tempo, do espaço ou do momento vivenciado.

14º ENCONTRO - Um pouco mais sobre ortografia


Os erros de grafia cometidos por nossos alunos são muitas vezes encarados como grandes problemas a serem sanados. Contudo, a tarefa de melhorar a escrita das crianças pode ser algo agradável e até mesmo divertido.

Isso então depende da maneira como cada educador procura ministrar suas aulas. Acredito que a melhor opção é aquela que torne o ensino significativo, quem sabe o que já foi citado na reflexão do encontro anterior: as dinâmicas, jogos e atividades que proponham o desafio às crianças! Elas adoram ser desafiadas!

Sabemos que além disso o educador precisa estar em constante reflexão a respeito das reais causas dos erros de grafia:



  • Será que isso são marcas da língua falada pelo indivíduo, ou seja a transcrição fiel à sua fala?


  • Será que o problema pode ser a falta de leitura?


  • Será que o aluno ainda não teve contato com certas regras que permeiam a nossa língua?


  • Ou será que a criança ao escrever estará sendo desatenta e escrevendo "errado" até mesmo aquilo que já leu bastante ou que já foi muito trabalhado pelo educador?

Somente fazendo estas indagações e procurando respostas a elas é que o professor poderá realmente traçar as suas linhas de traballho. E para isso faz-se necessário que este também adquira o hábito de ler e investigar, buscando recursos para ajudar seus alunos a obterem êxito.

domingo, 24 de agosto de 2008

13º ENCONTRO - Falando um pouco sobre ortografia

É muito importante que todos os profissionais da educação e não só os professores de Língua Portuguesa percebam a necessidade do trabalho constante que é o ensino da norma padrão.
Muitos educadores transformam este fazer num trabalho árduo o que muitas vezes ocasiona a construção de sujeitos que se desinteressam por este estudo.
Portanto, é imprescinível que haja, especialmente nas turmas de Educação Infantil e 1ª à 4ª série, motivações a mais, tais como: jogos, dinâmicas, dentre outras atividades que possam despertar a sua atenção.
Alguns exemplos de atividades que podemos sugerir são:
  1. Caça-palavras: palavras relacionadas a dificuldade que se pretende trabalhar;
  2. Loteria de palavras: Atividade na qual os educandos precisam marcar a opção correta de escrita de determinada palavra dentro de um contexto. Por exemplo: Escolher entre as palavras: Parte, partir e parti ; para completar a frase: A ___________ do filme que mais gostei foi aquela na qual a mulher cai do prédio e é salva pelo homem-aranha.
  3. Banco de palavras: Construção de livro a partir de dobraduras no qual os alunos registram corretamente as palavras que mais apresentam dificuldade ao longo das aulas;
  4. Ditado do aviãozinho: Registra-se no quadro uma porção de palavras para que os alunos as visualizem. Após a visualização o professor ditará e apagará uma a uma.
  5. Completar sequências de palavras com as letras a serem sugeridas: J ou G; R ou RR, por exemplo;

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

12º ENCONTRO: Será que podemos ensinar a Língua Portuguesa como segunda língua?











Planaltina, 07 de agosto de 2008

Em meio a tantos estudos sobre a nossa língua materna: a Língua Portuguesa, tivemos hoje uma fantástica história em outra língua: a Língua inglesa.
A professora Flávia trouxe-nos a oportunidade de ouvirmos outro idioma e tentarmos através de uma história com ilustrações compreender o que se passava. Como foi interessante percebermo-nos como aprendizes! Senti-me como uma criança em processo de alfabetização. É bom de vez em quando mudar de lado em nossa visão e perceber como o ensino precisa ser algo assim: dinâmico, alegre e contagiante.
O dia de hoje também nos concedeu um ótimo espaço para a reflexão a respeito da ortografia, a qual acredito que se faz muito importante na medida em que os alunos vão se apossando da língua escrita e é preciso que haja a compreensão de todos quanto a mesma.
Percebemos em nossas reflexões que todos nós possuímos duas línguas: a língua materna ( a qual falamos) e a língua padrão ( a qual está extremamente ligada à grafia das palavras de forma unificada).
Assim, penso que é possível ensinar a Língua Portuguesa como segunda língua, visto que nossos alunos já chegam à escola com a sua própria linguagem, a língua materna que adquirem no dia-a-dia em sua casa.
Repito então as palavras de uma colega cursista que enfatizou que:

"O que o aluno já sabe não é descartável " Elizangela

Penso então que é possível utilizar o que o aluno já sabe para a partir daí construir conhecimentos relacionados à norma padrão.

11º ENCONTRO

Planaltina, 31 de julho de 2008

Este encontro abriu espaço para o trabalho com poemas. Participamos de algo bastante interessante que foi a técnica: "Poemas Enlatados". Nesta técnica viajamos pela Timidez de Cecília Meireles, sentindo um "Perfume de você" de Oriza Martins e percebendo o quanto "O amor é simples" de Mario Quintana.
Outras tantas poesias nos fizeram lembrar: da Paixão Ardente (Oriza Martins) dos "Desejos" (Carlos Drumonnd de Andrade) e até dos "Desalentos" (Vinicius de Moraes).
Momentos poéticos assim às vezes são raros de acontecer e justamente por isso são tão fantásticos!
Então trazendo a memória um poema que faz parte da minha vida relembro aqui um poema de Vinicius de Morais: Soneto de Fidelidade
Soneto de Fidelidade
De tudo ao meu amor serei atento
Antes e com tal zelo e sempre e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou ao seu contentamento.

E assim quando mais tarde me procures
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama,

Eu possa lhe dizer do amor que tive
Que seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure!

quinta-feira, 31 de julho de 2008

II Fórum - Heranças da leitura

Em sua trajetória, alguém te influenciou ou contribuiu para se tornar um bom leitor?
Com certeza o aluno que lê e gosta desta prática traz em sua bagagem de vida alguém que colaborou para que este momento fosse um momento de prazer.
Posso dizer com firmeza que meus pais foram os meus primeiros mestres nesta arte pois apesar de não possuírem tantos conhecimentos no que diz respeito ao meio acâdêmico e serem pessoas simples de pouca instrução, conseguiam me mostrar no dia-a-dia a importância da leitura para o meu crescimento como pessoa.
Houve por parte dos mesmos a valorização de pequenas coisas que eu escrevia e isso me fazia querer ler e escrever cada vez mais.
A partir desta reflexão relembro do Fórum: "Heranças da leitura" que traz justamente esta temática. Léo Cunha de maneira agradável e descontraída nos mostrou o quanto a sua vivência com os livros o ajudou a ser o escritor no qual se transformou. Ao ler alguns trechos de seus livros nos fez rir e pensar sobre a importância desta herança em nossa vida e em como nossos pais, que repito são nossos mestres, podem favorecer esta aquisição da língua.
Sua mãe, Maria Antonieta, também utilizou-se de vasto conhecimento sobre a língua e fez relatos sobre a influência de sua mãe em seu processo de aquisição e domínio da língua.
As idéias debatidas neste Fórum nos fazem perceber o quanto a família é realmente a BASE... e para TUDO!

terça-feira, 22 de julho de 2008

10º ENCONTRO: Qual a relação entre a oralidade e a escrita no estudo dos gêneros?






Começamos o nosso encontro nos distribuindo em duplas para a construção de alguns gêneros solicitados por nossa colega Érica. Cada dupla tinha como meta passar para o papel os gêneros sugeridos: receita, música, simpatia, dentre outros.
Os cartazes foram então expostos no quadro-giz e debatemos sobre os objetivos de cada um deles, a quem interessava e do que se tratava. Percebemos que os gêneros até mesmo pela estrutura como são escritos nos dão pistas do que se trata e para que serve sua escrita; ( uns para informar, outros para instruir, alguns para fazer rir, dentre outras utilizações.)
Percebemos perfeitamente o quanto a oralidade está bastante interligada ao estudo dos gêneros. Na verdade os próprios gêneros existem para atender aspectos da oralidade e da cultura do povo. Muitas travas e brincadeiras de roda por exemplo, que hoje conhecemos nos forma transmitidas através da oralidade e hoje estão senos registradas para que isso não se perca com o tempo.
O professor precisa perceber esta relação pois o aluno que lhe chega em sala de aula é um ser cultural traz consigo uma porção de gêneros que lhes são transmitidos pela família ou pela comunidade da qual faz parte. Aproveitar a "bagagem" do aluno é uma forma de valorização e de conquista da aprendizagem significativa deste aluno no âmbito de sala de aula.