sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

ÚLTIMO ENCONTRO: CONFRATERNIZAÇÃO

N
Tivemos momentos fantásticos em nossa confraternização, onde além de experimentarmos guloseimas maravilhosas pudemos apreciar gostosos momentos de trocas literárias!!!

Este curso se tornou para mim mais uma página incrível da história de minha vida e todos os membros deste grupo personagens inesquecíveis! Adorei conhecê-los!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

EXPO-DREP



Momento especial de troca entre membros dos cursos ministrados neste ano pela Secretaria de Educação Básica em parceria com o CFORM- Centro de Formação Continuada de professores/Universidade de Brasília





Este encontro foi bastante especial, marcado por apresentações e exposições belíssimas!!! Vimos desde os livros produzidos por crianças da Educação Infantil, até os mais elaborados pelos alunos de 4ªs séries.
Muitos projetos foram expostos e pudemos ver o quanto nossa cidade é rica em termos de escolas criativas e profissionais dedicados.
Fiquei encantada com tantas idéias inovadoras que vieram enriquecer o nosso fazer pedagógico, fazendo-nos perceber outras formas de lidar com a Língua Portuguesa em sala de aula.
Desta maneira, para expressar com tamanha veracidade o que foi este encontro só mesmo estando lá presente, pois tantas cores e formas precisam ser vivenciadas para serem verdadeiramente percebidas... Assim como os abraços de companheiros de jornada só puderam ser sentidos no calor deste momento!


A meu ver, a I EXPO-DREP foi um sucesso!!! E nós somos privilegiados por fazer parte de tudo isso!

24º ENCONTRO


Oficina de Língua Portuguesa
( Encontro do dia 20/11/2008)

Este encontro foi marcado pela fantástica arte de ensinar de maneira lúdica e ao mesmo tempo contextualizada com a realidade da clientela com a qual lidamos em nosso dia-a-dia. Tivemos, assim, jogos e atividades que nos fizeram, mesmo que por um instante, voltar a nos sentir como as crianças em processo de aprendizagem.
Pudemos participar do Jogo do Dicionário através do qual precisávamos dar o sentido conotativo de uma palavra sorteada para que o grupo descobrisse qual era o verbete. Pelo que pude notar é bem mais difícil dar um sentido conotativo do que o verdadeiro sentido da palavra (sentido denotativo).
Tive também neste encontro a possibilidade de repassar a meus colegas cursistas algo que aprendi a algum tempo atrás com a professora Thelma, da Oficina Pedagógica de Planaltina, que é o que hoje chamo de Banco de palavras.
Trata-se de um livro de dobradura, o qual no início do ano ensinei a meus alunos para que o utilizassem para registrar as palavras de que tinham dificuldade na escrita para que sempre que precisassem escrevê-las pudessem recorrer ao mesmo.
Senti bastante receptividade e motivação por parte de meus colegas e fiquei feliz em saber que esta idéia pode ser divulgada junto a outros alunos.
Enfim, o encontro foi satisfatório e a meu ver atingiu seus objetivos previstos, dentre os quais se destaca:
· Despertar para a utilidade de jogos e atividades contextualizadas em sala de aula;
Neste encontro houve ainda a avaliação do curso e uma auto-avaliação. Isso nos permitiu refletir a respeito dos muitos encontros que tivemos e do quanto isso acrescentou em conhecimentos em nosso fazer pedagógico.
Particularmente adorei o curso e me senti bem a vontade para participar dos debates e reflexões, tanto durante os encontros ao vivo, ou nestes encontros via internet através dos blogs.
Nossa orientadora procurou ser bem mais que uma transmissora dos conhecimentos, mas principalmente uma amiga e aprendiz junto conosco. Podemos dizer que foi de mãos dadas que construímos nossos conhecimentos e, posso dizer com certeza, que a partir das experiências deste curso serei uma educadora bem mais eficiente nesta área de estudo de que tanto adoro que é: a Língua Portuguesa!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

23º ENCONTRO- APRECIAÇÃO DOS BLOGS



FOI LONGA NOSSA JORNADA, MAS AQUI CHEGAMOS! É HORA DE APRECIARMOS O CAMINHO TRILHADO E VISLUMBRAR NOVOS CAMINHOS PARA O FUTURO!

Breve reflexão deste caminho trilhado


Depois de tantos encontros entre TEXTO, LINGUAGEM E INTERAÇÃO(1), debatemos, aprendemos e trocamos conhecimentos, convivendo com GÊNEROS E TIPOS TEXTUAIS (2) diversos que fortaleceram ainda mais nossas práticas numa busca constante dos FATORES DE TEXTUALIDADE(3), da ORALIDADE, ESCRITA E REFLEXÃO GRAMATICAL(4).
A VARIAÇÃO LINGÜÍSTICA(5) se fez presente em muitos momentos, seja nas reflexões do nosso dia a dia na prática pedagógica ou em nossas vidas de eternos estudantes que percebem, agora com mais clareza, a própria MUDANÇA LINGÜÍSTICA(6).
Houve momentos de prática e bastante leitura teórica que nos acrescentou para um trabalho cada vez mais coerente em sala de aula.
Enfim o TEXTO E a INTERAÇÃO: PRÁTICAS DE ANÁLISE LINGÜÍSTICA ( 7 e 8) do curso foram os alicerces para a construção de novos conhecimentos, a solidificação do que já se conhecia e a percepção para a necessidade de um estudo constante para que possamos atuar com qualidade nas escolas públicas do Distrito Federal no estudo da Língua Portuguesa nos dias atuais.
Desta forma, vejo o curso como um caminho trilhado com bastante aprendizado o qual me forneceu ferramentas e "fôlego" para os novos caminhos que se apresentarão diante de minha prática de educadora.
Obs. Os números no texto referem-se aos números dos fascículos estudados no Módulo 2- "Alfabetização e Linguagem" e seus respectivos títulos.






domingo, 9 de novembro de 2008

Reflexão: 22º Encontro 06/11/2008

Reflexões sobre a coerência e a construção do
sentido
Quais as relações existentes entre o fascículo 4 e as outras leituras feitas dos fascículos anteriores?

Cada fascículo estudado neste curso em questão, traz em seu contexto informações pertinentes à nossa língua, alguns tratando bastante das variações lingüísticas, outros com uma visão de intertexto, práticas de análise lingüística e mais alguns especificamente trabalhando os gêneros e tipos textuais ou a mudança lingüística.
O fascículo 4, por sua vez ao trabalhar com a oralidade, a escrita e a reflexão gramatical faz uma relação de coerência entre os demais fascículos, visto a necessidade de alguns conhecimentos prévios e de uma visão de mundo para a compreensão de diversas reflexões nele abordadas.
Os textos nos são coerentes pois já tivemos de antemão a oportunidade de refletir sobre diversos assuntos nele apresentados.
É como se este fascículo funcionasse como uma sistematização de muitos conhecimentos adquiridos ao longo do curso, visto que ao trabalhar com atividades tais como: a transformação do discurso direto para o indireto isso nos remete aos princípios da textualidade, aos gêneros e tipos textuais, bem como para a necessidade dos conhecimentos prévios; Ao mostrar atividades de oralidade na construção de produções, enfatiza dados da língua que nada mais são do que as variações lingüísticas; dentre inúmeras outras informações dadas ao longo do curso.

Reflexão: 21º Encontro- 30/10/2008

A semântica do texto e o estabelecimento das relações lógico-discursivas
Percebemos ao longo deste encontro que muitos de nossos alunos possuem dificuldades na escrita e muitas vezes estas dificuldades estão relacionadas ao fato de que redigem com uma estruturação inadequada nas frases, demonstrando muitas vezes que desconhecem a importância da relação entre as idéias.
Para sanar tais dificuldades é interessante que o educador proponha, além dos tradicionais exercícios de gramática, que segundo CORRÊA (2004: 30) "transmitem um conhecimento que o aluno pode muito bem memorizar e até compreender... mas não são eficientes quando o objetivo é aumentar a competência para a leitura e a escrita", mas exercícios que trabalhem a prática lingüística, exercícios tais como: paráfrases, redações, atividades de compreensão de trechos escritos em vários níveis de dificuldade, dentre outros.
É imprescindível, como afirmava o antigo professor FRANCHI (apud CORRÊA, 2004: 30)[1] "não passar nenhum dia sem escrever uma linha". É a prática que nos torna verdadeiros escritos e leitores de nossa língua, capazes de utilizar os conectivos e as demais classes gramaticais de maneira coesa e coerente em textos que tenham um sentido para quem o lerá.
Nós como educadores também não podemos passar um só dia sem a prática da leitura e da escrita pois trata-se de algo que nos abre diversas possibilidades para uma eficiente prática pedagógica.
[1] CORRÊA, Vilma Reche. Fatores de textualidade. Brasília: CFORM/ UNB: Secretaria de Educação Básica - MEC/SEB, 2004.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

PLANO DE AULA RODÍZIO- 3ª & 4ª SÉRIE - FÁBULAS




Data da execução: 28/10/2008
Clientela: Turmas: 3ªA, 3ª B, e 3ª C; 4ªA, 4ª B, e 4ª C da escola Centro de Ensino Fundamental Nossa Senhora
de Fátima;
Turno: Matutino


I. Competências e Habilidades :
· Compreender o sentido das mensagens orais e escritas de que é destinatário direto ou indireto;
· Refletir sobre a língua oral, seu uso e adequação;
· Expor oralmente com desenvoltura;
· Construir sentimentos, experiências e idéias a partir da leitura;[1]

II. Objetivo geral : Desenvolver através de fábulas momentos de descontração e criatividade na produção de textos escritos modificando o narrador da história.
III. Objetivos específicos:
· Promover momento de leitura e escrita em sala de aula;
· Possibilitar a troca de informações entre os alunos;
· Desenvolver a percepção das várias versões de textos;
· Trabalhar com a oralidade dos alunos;

IV. Recursos materiais:
· quadro-giz;
· folha branca;
· fábulas impressas;

V. Recursos humanos:
· Professor leitor da fábula;
· Diálogo para explicações e organização das idéias das crianças;
· Auxílio do professor na construção dos textos;

VI. Procedimentos

A) 1º Momento:

Contar ou ler uma fábula aos alunos;

B) 2º Momento:

Interpretação e entendimento oral da fábula;

C) 3º Momento:

Propor a reprodução coletiva da fábula contada mudando a visão da história e passando para a primeira pessoa.
Fazer interferência no quadro chamando a atenção para a escrita das palavras, pontuação, seqüência de idéias, dentre outros elementos imprescindíveis na construção de textos;
Registro da fábula adaptada no caderno.

D) 4º Momento:
Propor a criação individual de fábulas.
Apresentar diversas possibilidades para a escolha, tais como:
· O homem e o rio;
· O sapo e a mosca;
· A formiga e a galinha;
· O gato e o cachorro;
· O leão e a formiguinha;
· Ou mesmo deixar a livre escolha individual do aluno;

E) 5º Momento:
Estas produções poderão ser realizadas em folhas avulsas para que haja um posterior reajuste por parte do professor com o auxílio do olho vivo.
Caso os alunos não consigam terminar esta atividade poderão realizá-la no próximo encontro (recolher as folhas);



ALGUMAS FÁBULAS
O LEÃO E O RATINHO
Ao sair do buraco viu-se um ratinho entre as patas do leão. Estacou de pêlos em pé, paralisado pelo terror. O leão porém, não lhe fez mal nenhum.
- Segue em paz, ratinho,; não tenhas medo de teu rei.
Dias depois o leão caiu numa rede. Urrou desesperadamente, debateu-se, mas quanto mais se agitava mais preso no laço ficava.
Atraído pelos urros, apareceu o ratinho.
-Amor com amor se paga- disse ele lá consigo e pôs-se a roer as cordas.
Num instante conseguiu romper uma das malhas. E como a rede era das tais que rompida a primeira malha as outras se afrouxam, pôde o leão deslindar-se e fugir.
Mais vale paciência pequenina do que arrancos de leão
(LOBATO, Monteiro, Fábulas, editora brasiliense, 2004, p.51)
A CORUJA E A ÁGUIA
Coruja e águia, depois de muita briga, resolveram fazer as pazes.
- Basta de guerra- disse a coruja. O mundo é tão grande, e tolice maior que o mundo é andarmos a comer os filhotes uma da outra.
- Perfeitamente- respondeu a águia.- Também eu não quero outra coisa.
-Nesse caso combinemos isto: de agora em diante não comerás nunca os meus filhotes.
-Muito bem. Mas como posso distinguir os teus filhotes?
-Coisa fácil. Sempre que encontrares uns borrachos lindos, bem feitinhos de corpo, alegres, cheios de uma graça especial que não existe em filhote de nenhuma outra ave, já sabes são os meus.
-Está feito! -concluiu a águia.
Dias depois, andando à caça, a águia encontrou um ninho com três monstrengos dentro, que piavam de bico muito aberto.
- Horríveis bichos!- disse ela. Vê-se logo que não são os filhos da coruja. E comeu-os.
Mas eram os filhos da coruja. Ao regressar à toca a triste mãe chorou amargamente e foi justar contas com a rainha das aves.
-Que? - disse esta, admirada. Eram teus filhos aqueles monstrenguinhos? Pois, olha, não pareciam nada com o retrato que deles me fizeste...

Para retrato de filho ninguém acredite em pintor pai. Lá diz o ditado: quem o feio ama, bonito lhe parece.
(LOBATO, Monteiro, Fábulas, editora brasiliense, 2004, p. 8-9)

A RÃ E O BOI
Tomavam sol à beira dum brejo uma rã e uma saracura. Nisto chegou um boi que vinha para o bebedouro.
- Quer ver, disse a rã, como fico do tamanho deste animal?
- Impossível rãzinha. Cada qual como Deus o fez.
- Pois olhe lá!-retorquiu a rã estufando-se toda. Não estou "quase" igual a ele?
- Capaz! Falta muito, amiga.
A rã estufou-se mais um bocado.
-E agora?
- Longe ainda!
A rã fez novo esforço.
- E agora?
- Que esperança!...
A rã concentrando todas as forças,engoliu mais ar e foi se estufando, estufando, até que, plaf! rebentou como um balãozinho de elástico.
O boi que tinha acabado de beber, lançou um olhar de filósofo sobre a rã moribunda e disse:
-Quem nasce para dez réis não chega a vintém!
(LOBATO, Monteiro, Fábulas, editora brasiliense, 2004, p. 10)


O GALO QUE LOGROU A RAPOSA

Um velho galo matreiro, percebendo a aproximação da raposa, empoleirou-se numa árvore.A raposa, desapontada, murmurou consigo: "Deixa estar, seu malandro, que já te curo!" E em voz alta:
- Amigo, venho contar uma grande novidade: acabou-se a guerra entre os animais. Lobo e cordeiro, gavião e pinto, onça e veado, raposa e galinhas, todos os bichos andam agora aos beijos como namorados. Desça desse poleiro e venha receber o meu abraço de paz e amor.
- Muito bem!´ exclamou o galo. Não imagina como tal notícia me alegra! Que beleza vai ficar o mundo, limpo de guerras, crueldades e traições! Vou já descer para abraçar a amiga raposa, mas... como lá vem vindo três cachorros, acho bom esperá-los, para que também eles tomem parte na confraternização.
Ao ouvir falar em cachorros, Dona Raposa não quis saber de histórias, e tratou de pôr-se ao fresco, dizendo:
- Infelizmente, amigo Co-ri-có-có, tenho pressa e não posso esperar pelos amigos cães. Fica pra outra vez a festa, sim? Até logo.
E raspou-se.

Contra esperteza, esperteza e meia.
(LOBATO, Monteiro, Fábulas, editora brasiliense, 2004, p.19)

A ONÇA DOENTE

A onça caiu da árvore e por muitos dias esteve de cama seriamente enferma. E como não pudesse caçar, padecia fome das negras.
Em tais apuros imaginou um plano:
- Comadre arara- disse ela- corra o mundo e diga à bicharada que estou à morte e exijo que venham visitar-me.
A irara partiu, deu o recado e os animais, um a um, principiaram a visitar a onça.
Vem o veado, vem a capivara, vem a cutia, vem o porco-do-mato.
Veio também o jabuti.
mas o finório jabuti, antes de penetrar na toca, teve a lembrança de olhar para o chão. Viu na poeira só rastros entrantes, não viu nenhum rastro sainte. E desconfiou:
-Hum!...Parece que nesta casa quem entra não sai. O melhor, em vez de visitar a nossa querida onça doente, é ir rezar por ela...
E foi o único que se salvou. (LOBATO, Monteiro, Fábulas, editora brasiliense, 2004, p. 4
[1] Competência e Habilidades propostas no Currículo da Educação Básica das Escolas Públicas do Distrito Federal - Ensino Fundamental- 1ª à 4ª série, 2000, p. 99 à 102.
Para visualizar mais fotos entre no blog: galeralegal2008blogspot.com